Os 10 piores erros cometidos na gestão de recursos humanos

O recurso humano é o principal e mais valioso bem de uma empresa. Sem pessoas, não há transações comerciais ou sequer produto/serviço para ser negociado. Por isso, é muito importante que a gestão de recursos humanos esteja sempre alinhada com a cultura organizacional da instituição, valorizando boas práticas para gerir seu pessoal.

Confira abaixo os 10 piores erros cometidos na gestão de pessoal:

Contratar sem critérios

O mercado está cada vez mais exigente. Pequenas falhas nem sempre são perdoadas pelos clientes, que navegam em um mar de concorrentes. Assim, é preciso se atentar às contratações dos profissionais, evitando avaliações superficiais. Isso, por mais que torne o processo seletivo cansativo e mais lento, deve ser levado em consideração desde a abertura de uma vaga por algum gestor.

Ainda que haja urgência em ampliar uma equipe ou recompô-la, os responsáveis pela seleção devem manter um mínimo nível de qualidade, avaliando o perfil da equipe e dos candidatos, além de, inclusive, analisar se aquele profissional tem perfil coerente com a cultura organizacional da empresa.

Desprezar treinamentos

Quando um novo colaborador é admitido, sabe-se que ele tem um período de adaptação para que ele se adeque às novas rotinas e à cultura da empresa. Durante esse processo de adaptação, os treinamentos são essenciais.

Contudo, o investimento no desenvolvimento profissional dos colaboradores não deve se ater apenas à entrada do profissional na empresa. Quanto mais você investe em treinamentos (internos ou externos) visando o desenvolvimento profissional e até pessoal do colaborador, mais bagagem ele terá para agregar à equipe, além de se sentir valorizado.

Sobrecarregar os colaboradores

Toda atividade profissional deve ser pautada pelo bom senso. Quando a empresa ou seus gestores têm perfil vampiro, ou seja, buscam sugar o máximo possível dos colaboradores sob a ótima do melhor custo x benefício da contratação do profissional para a empresa, correm o risco de perder talentos e suprimir o desenvolvimento pessoal e profissional de sua equipe.

Apesar de ainda alheia à nossa cultura, a ideia do ócio criativo é bem aceita em diversos países e empresas com perfil mais empreendedor. Esse momento mais livre permite uma limpeza mental que proporciona bons insights ao profissional.

Evitar feedbacks

Em algumas organizações, falar em feedback é sinônimo de receber críticas e reclamações. Quando esse estigma não é desconstruído, o risco da empresa perder direcionamento é grande, pois a tendência é de que cada colaborador siga em uma direção, não necessariamente coerente com a dos colegas.

É o típico “cada um cuidando do seu”. Isso é extremamente prejudicial e, caso esteja instalado na cultura da empresa, precisa ser desarticulado e desestimulado. Os feedbacks também devem ser positivos e não apenas de cima para baixo. As avaliações de 360º, quando bem administradas, são ótimas ferramentas para estimular e valorizar esta prática do feedback.

Desconsiderar indicativos de produtividade

Ao ignorar indicativos de produtividade dos profissionais e das equipes, você tem sérios riscos de não perceber a sobrecarga de responsabilidades ou não direcionar adequadamente as novas demandas para os talentos certos ou menos comprometidos com as ações em andamento.

Por isso, estar sempre atento a estes indicadores é fundamental na boa gestão de recursos humanos. Outra possibilidade que uma boa observação desses indicadores oferece aos gestores é a análise de competências (pontos que o profissional domina ou que precisa desenvolver).

Desestimular competências individuais

Quando o colaborador não tem novos desafios ou não recebe autonomia para a execução de tarefas, é comum acontecer duas situações: ele se acomoda naquela posição e fecha a sua mente para possíveis melhorias que poderia propor à sua equipe; ou se sente subvalorizado e procura outras oportunidades profissionais mais desafiadoras e que o estimule mais.

Portanto, é importante desenvolver canais de participação espontânea e direcionamento de projetos através de competências específicas.

Ignorar a rotatividade

Entender a rotatividade de profissionais como algo normal é de extrema falta de gerência de pessoal. Se colocar no papel o tempo que uma empresa gasta ao treinar cada novo profissional para determinado setor por causa do desligamento de outro, qualquer gestor entenderá que é mais fácil e até lucrativo melhorar as condições de trabalho dos atuais colaboradores e os estimular a se desenvolver dentro da equipe.

Os investimentos para seleção, contratação e treinamento costumam ser altos para não se atentar à rotatividade de colaboradores.

Desmerecer políticas de retenção de talentos

Não ter políticas para retenção de talentos é o maior tiro no pé de qualquer empresa. Quando os profissionais-chave não são ouvidos e valorizados, todo o know-how da organização tende a esvair-se e, muitas vezes, alimentar a concorrência.

O recurso humano é a alma da empresa. Se os gestores não se interessam por reter seus talentos, acabam por perder a alma da organização e desperdiçar dinheiro na seleção e treinamento de outros profissionais equivalentes ou melhores.

Tratar o colaborador como empregado

Grande parte das empresas ainda mantêm esse estilo de gestão e têm cada vez mais sofrido com os novos profissionais oriundos das gerações mais recentes e que não se submetem facilmente às experiências desmotivadoras.

Esses profissionais também precisam ser reconhecidos em suas capacidades e desenvolverem um espírito de pertencimento. Portanto, a melhor forma de gerir esses novos talentos é estimulando-os a participar dos processos decisórios e na proposição de soluções modernas e criativas para o crescimento da empresa.

Desvalorizar uma comunicação eficaz

Empresas que não investem em uma comunicação transparente e eficaz são povoadas por intrigas e movidas por boatos da famosa rádio peão. Ao implementar e valorizar bons canais de comunicação, sempre cultivando a transparência e a agilidade da circulação da informação, os gestores desarticulam especulações que poderiam desmotivar os colaboradores e gerariam problemas diversos, como a competição interna.

Uma comunicação transparente e horizontal estimula o sentimento de equipe e provoca uma sensação de pertencimento que só tende a valorizar o grupo de profissionais.

É importante compreender que estes erros podem acontecer de forma isolada ou sistematicamente integrados. Quando um destes pontos é identificado, uma análise criteriosa da gestão dos recursos humanos é necessária para identificar possíveis outras falhas e delinear ações corretivas.

Como a sua empresa lida com estes pontos? Compartilhe suas experiências conosco através dos comentários!